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segunda-feira, 20 de abril de 2015

CORTÁZAR, Julio. In: O Jogo da Amarelinha. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014.


Mais uma leva de citações. Desta vez foi Cortázar o escolhido, dentre os nomes que leio no momento. Estou amarrada na leitura de Virgínia Woolf (Noite e Dia) e Rudyard Kipling (A casa dos desejos e outros contos escolhidos por Jorge Luis Borges), portanto precisava retornar ao febril Cortázar e desamarrar um pouco a atualização deste amado espaço.
Me apaixonei pela escrita fluida de Julio. Há tempos tenho tido contato com este trabalho, mas em "O Jogo da Amarelinha" a situação se tornou irreversível.

Fica o recorte e a dica de leitura.

Irei sentindo cada vez menos e recordando cada vez mais, mas o que é a recordação, afinal, senão o idioma dos sentimentos, um dicionário de rostos e dias e perfumes que voltam como os verbos e os adjetivos no discurso, adiantando-se disfarçados, à coisa em si, ao presente puro, entristecendo-nos ou lecionando-nos vicariamente até que o próprio ser se torna vicário, o rosto que olha para trás abre muito os olhos, o verdadeiro rosto se mancha pouco a pouco como nas velhas fotografias e Jano, de repente, é igual a qualquer um de nós. (Capítulo 21 - p.116)

domingo, 8 de fevereiro de 2015

WOOD, James. In: Como funciona a ficção. São Paulo: Cosacnaify, 2011


Lendo James Wood, eis que me encontro com citações que me agraciaram enquanto leitora e pesquisadora da literatura. Escolhi abrir o blog para compartilhar estes trechos. De antemão peço que não me julguem mal: colocarei citações sempre no intuito de convidar, nunca de 'resumir'. (serão poucas as citações do universo de 230 páginas do livro)

"A casa da ficção tem muitas janelas, mas só duas ou três portas"


"[...] o romance nos ensina a ler o narrador"


"Se a história de Macbeth é a de uma privacidade trazida a público, a história de Raskólnikov é a de uma privacidade sob escrutínio." (Essa em particular me adoeceu! Uau!)


"O romance é o grande virtuose da excepcionalidade: sempre se esquiva às regras que lhe são ditadas. E o personagem de romance é o próprio Houdini dessa excepcionalidade."